segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020


Gil Vicente 0 - 1 Benfica: Ao colo dos adeptos!

Vinícius marcou o golo do Benfica
Tudo dito, Vinícius

A Liga NOS prossegue com o Benfica a visitar a cidade de Barcelos para defrontar o Gil Vicente no fecho da 22ª jornada da competição. O Gil Vicente tem sido uma equipa praticamente imbatível no estádio Cidade de Barcelos nesta temporada, registando apenas uma única derrota até ao momento. A situação atual do Benfica colocou este jogo ao nível dos mais importantes da temporada já que a margem de erro passou a ser diminuta e uma vitória, preferencialmente de forma confortável, é necessária para recolocar a equipa nos níveis de confiança exigíveis.
As alterações na equipa foram mais do que tem sido habitual nos últimos tempos, tanto nos jogadores escolhidos como no lugar por estes ocupado. Após um prolongado período de afastamento das opções iniciais Samaris voltou à titularidade para fazer dupla com Weigl, também ele regressado à titularidade após castigo.  Rafa que tem sido utilizado no apoio a Vinícius voltou a jogar no flanco esquerdo remetendo Cervi para o banco. Para jogar no apoio ao ponta-de-lança a aposta recaiu em Taarabt que já o havia feito num par de ocasiões na fase inicial da temporada.


Gil Vicente - Benfica - Liga NOS 2019/20
Zlobin, Nuno Tavares, Cervi (84'), Chiquinho (90'), Jota, Dyego Sousa (79') e Seferovic

Momento | Positivo | Negativo

O momento em que o Benfica nos escolhe
Apito final: Não porque o Gil Vicente estivesse a criar muitas dificuldades, mas mais porque foi a confirmação do regresso às vitórias num momento muito delicado da época.
Prémio Pablo Aimar
Adeptos: Mais um grande show dos adeptos do Benfica no norte do país. A grandeza do Benfica fica mais uma vez bem patente numa noite de segunda-feira. No hotel, no autocarro ou no estádio, sempre muito Benfica!
Prémio Bruno Cortez
Luís Godinho: Dou de barato a análise aos chamados casos mais polémicos. A diferença de critérios na marcação de faltas foi aberrante. Qualquer corrente de ar era falta contra o Benfica. Os mesmos lances, e por vezes na mesma jogada, lá estava o homem a abrir os braços para mandar seguir.

Taarabt este perto de um golo olímpico
Taarabt este perto de um golo olímpico

Bitaites do terceiro anel:
  • Este era daqueles jogos que tinha que ser ganho fosse como fosse. Frente a um bom adversário, hipermotivado e superprotegido, o Benfica foi dono e senhor do jogo até se adiantar no marcador. Depois soube vestir o fato-macaco e lutar com todas as armas para segurar a magra vantagem.
  • Queria muito ganhar este jogo para poder escrever isto sem que digam que é choro pela derrota. Caros jogadores do Benfica, tenho um orgulho enorme na forma como conseguem ultrapassar o gozo constante que levam dentro do campo. Quem vos pede para terem mais raça não vê que se colocam mais vigor na jogada é logo falta? Não veem que os adversários podem bater como querem que nunca se passa nada? Quantas faltas fez, por exemplo, o jogador Soares sem sofrer sequer uma admoestação? O árbitro mostrou o único amarelo aos jogadores do Gil já ao minuto 86. Haja paciência.
  • É visível nos últimos jogos do Benfica que a "cartilha" está a ser bem distribuída aos adversários: a qualquer toque sofrido, cair no chão e rebolar o mais possível, de preferência agarrados à cara; bater em tudo o que mexe no ataque e meio-campo do Benfica com a garantia de que o amarelo fica no bolso.
  • Essa estratégia tem alvos bem definidos: a busca da expulsão dos centrais e médios do Benfica e o condicionamento claro dos jogadores mais criativos, com Taarabt claramente à cabeça.
  • É primordial que Bruno Lage continue a alargar o leque dos jogadores que de facto contem como opções para todo e qualquer jogo. Tanta competição não pode ser encarada apenas com uma base de 13/14 jogadores.
  • Um Benfica em crise acabou por ser o único clube dos ditos grandes a vencer em Barcelos. E fê-lo provavelmente contra o mais motivado Gil Vicente da temporada. Até limpou amarelos no jogo da jornada passada para ter os jogadores disponíveis para este jogo com o Benfica.
  • Quinta-feira temos a segunda mão da Liga Europa frente ao Shakhtar. Mais um jogo de máxima exigência para a equipa que não tem tido descanso nas últimas semanas. Haja coração!
Abraço

3 comentários:

  1. mas com tantos jogos seguidos e tão desgastantes continua a saga de fazer substituições só depois dos oitenta minutos, deve existir alguma regra desconhecida que nos impede de as fazer antes.
    desta vez ainda foi pior que os jogadores é que tiveram que se mandar para o chão para serem substituídos senão ainda agora lá estavam.

    eu sinceramente nunca fui apreciador de vir da bancada para titular e de titular para a bancada mas pelos vistos cada vez vemos mais treinadores a fazer o mesmo agora não ter um médio defensivo no banco, para mais nem nenhum central, é uma coisa que me faz muita confusão.
    para mais quando era mais que previsível que o samaris dificilmente aguentava o jogo inteiro a um ritmo elevado.

    temos feito uma rotação ainda considerável, coisa que sempre defendi, mas depois vemos que determinados jogadores pizzi, grimaldo e taarabt jogam sempre.
    os dois primeiros já andam de rastos à muito o outro por este andar vai no mesmo caminho é que depois insistir em jogadores completamente desgastados só piora o seu desempenho.

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    1. Já falei tantas vezes das substituições que já nem é assunto.
      A constituição do nosso banco é inconcebível. Fruto dos maus ajustes em janeiro, agravados pelas lesões do André e do Jardel.
      O problema do Benfica chamou-se Braga, Rio Ave e Famalicão. Tivessemos Coimbrões, Varzim e Ac. de Viseu e podiamos ter feito rotação a sério. Assim foi sempre nos limites.
      Agora resta arriscar 2 ou 3 alterações por jogo puxando alguns para verdadeiras opções, como o Jota por exemplo.
      E arriscar com alguém a central. Seja o André, o Weigl ou o Samaris. Os castigos por acumulação de amarelos estão a chegar. Já nem falo do descanso que o Rúben e o Ferro precisam ou uma eventual lesão.

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    2. o problema foi o plantel sem opções de qualidade.

      não se pode estar à espera de ter sempre equipas fáceis na taça para rodar onze jogadores, coisa que não sou sequer apreciador.
      o ano passado nas mesmas eliminatórias só numa é que tivemos um clube do cn e uma delas até foi fora.

      o problema não é só termos duas ou três rotações, que até pode ser o suficiente se for em todos os jogos, o mal é alguns jogadores ficarem sempre fora da rotação.

      mas tudo isto vem da má construção do plantel em agosto e do não reparo em janeiro e as lesões já eram mais que previsíveis alias basta ver o nosso historial nos últimos anos.

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