A meia-final da Taça de Portugal pôs frente a frente as equipa do Benfica e Famalicão, numa eliminatória a duas mãos que se deve considerar uma aberração já que é a única ronda da competição onde tal acontece. Os elogios ao Famalicão desta temporada têm sido uma constante e do meu ponto de vista completamente justificados, pelo que não se esperam facilidades no acesso ao Jamor. O facto de eliminatória se enquadrar num calendário muito apertado tornava importantíssimo obter um bom resultado na primeira mão de forma a permitir alguma gestão na segunda.
Bruno Lage promoveu algumas alterações na equipa do Benfica, mas finalmente manteve Odysseas na defesa da baliza. No centro da defesa Jardel mereceu a confiança ao lado de Rúben Dias e Gabriel regressou para fazer dupla com Taarabt no meio campo. A frente de ataque foi totalmente renovada com Chiquinho e Seferovic a assumirem a titularidade.
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| Zlobin,Tomás Tavares, Ferro (46'), Florentino, Jota, Rafa (68') e Vinícius (67') |
Momento | Positivo | Negativo
Golo de Gabriel: O golo do brasileiro foi de muita importância. Além de garantir a vitória no jogo e colocar o Benfica na frente pela eliminatória, veio dar a moral acrescida para superar o desgaste que este jogo possa ter provocado.
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Taarabt: Começam a faltar adjetivos para qualificar a dimensão que o Taarabt tem dentro do campo. Forte defensivamente e dinâmico em termos ofensivos foi o impulsionador maior da reviravolta.
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Via verde no 1º golo: A forma atabalhoada como o Benfica estava a atacar quando perdeu a bola deixou a equipa exposta ao contra-ataque adversário. A forma como os jogadores que restavam encararam o um para um fez o resto. Isto sem retirar méritos ao Pedro Gonçalves que é um excelente jogador.
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Bitaites do terceiro anel:
- Bom jogo de futebol hoje no Estádio da Luz. Muito bem o Famalicão em todos os momentos do jogo, menos bem o Benfica do que os visitantes, mas sempre emotivo e intenso.
- Trocava bem a emotividade e a intensidade por um jogo mais pausado e um resultado mais folgado. Principalmente tendo em conta o aperto do calendário.
- Bom projeto este Famalicão. Ao investimento que lhe permite ter um plantel com esta qualidade junta-se uma fantástica massa adepta à moda antiga. No bom sentido, claro. Além disso o treinador foi meu vizinho :))
- Braga, Rio Ave e agora Famalicão atravessaram-se no caminho do Benfica rumo ao Jamor. Podia ser mais fácil? Poder podia, mas não era a mesma coisa.
- O Seferovic passou ao lado do jogo, mas também é certo que o Pizzi, o Cervi, o Lionn e o Chiquinho raramente o serviram em condições.
- A primeira grande oportunidade de golo é um cruzamento ao segundo poste de Diogo Gonçalves que o Pedro Gonçalves falha escandalosamente. Agora imaginem o que se diria se tem sido ao contrário.
- Agora é meter a Taça de Portugal no frigorífico e apontar baterias para o jogo do campeonato do fim-de-semana, que sendo o próximo, é o mais importante.






infelizmente e não foi por falta de evidencias estamos com um enorme problema nos centrais, temos apenas três o jardel num mês já tem duas lesões e o ferro conseguiu entrar e ser responsável, não o único, nos dois lances.
ResponderEliminaro grave é que isto já não é má forma isto são erros sucessivos e iguais sem nunca aprender, entradas à queima e incapacidade para conseguir colocar os jogadores adversários em fora de jogo.
eu que nem sou um grande apreciador do seferovic até nem acho que tenha estado mal de todo, ou pelo menos não esteve tão mal como noutras ocasiões.
não teve muitas oportunidades porque não foi servido e as que falhou não são escandalosas mas pelo menos não estragou as jogadas dos outros que era o que ele andava constantemente a fazer.
só que meter esta dupla taarabt e gabriel tem muitos riscos com equipas que jogam em contra ataque ainda mais quando são equipas que jogam bem no contra ataque.
no futebol moderno existe a tendência para se sobrevalorizar avançados que defendam bem, mas depois nos jogadores de meio campo fazem precisamente o contrario quando as consequências de menos capacidade defensiva no meio campo são sempre maiores que no ataque.