Francisco Saldanha chegou ao Benfica na temporada 2015/16 proveniente do Vitória de Guimarães, que representou por cinco temporadas após ter iniciado a ligação ao futebol no Desportivo de Ronfe. Na altura chegou para a equipa de iniciados integrando uma das gerações mais promissoras dos últimos anos do clube. Está na sua quarta época ao serviço do Benfica onde conquistou o título de campeão nacional de Iniciados logo na primeira época, ao qual somou o título nacional de Juvenis na pretérita temporada.
O jovem atleta assinou contrato profissional com o Benfica em março de 2017. À imagem de muitos dos seus colegas nesta temporada tem dividido a sua prestação entre a equipa de juniores e os sub-23, tendo ainda representado o Benfica na UEFA Youth League. Apesar de já ter tido a oportunidade de trabalhar na equipa principal a estreia pela equipa B ainda não aconteceu, mas não será de estranhar que ainda esta época tenha a oportunidade de lá chegar.
"A paixão do futebol começou bem cedo. Aos três anos já jogava. O meu brinquedo preferido sempre foi uma bola de futebol - andava sempre com uma debaixo do braço."
Saldanha soma já 35 internacionalizações divididas pelas seleções Sub-15, Sub-16, Sub-17 e Sub-18 de Portugal. Tem um percurso nas seleções jovens nacionais de tal forma assinalável que já o levou a envergar a braçadeira de capitão da equipa em várias ocasiões. Apesar de jogar em posições mais recuadas no terreno já marcou dois golos ao serviço de Portugal.
Sub 15: 2
Sub 16: 12
Sub 17: 17
Sub 18: 4
Adaptação a médio no horizonte
Francisco Saldanha tem feito grande parte da sua formação no Benfica na posição de defesa central, ocupando quase sempre sobre o lado esquerdo do eixo defensivo. Nos últimos tempos tem sido muito utilizado no meio campo, quer na posição de médio mais defensivo, quer como médio interior. A passagem por várias posições é uma constante ao longo do processo formativo no Benfica permitindo aos atletas a aquisição de novas competências e abrindo-lhes novos horizontes.
Possuidor de uma boa leitura de jogo e sentido posicional, aos quais alia a rapidez de decisão, reação e deslocamento, Saldanha dispõe de atributos para ser um central acima da média. A forma como acelera o jogo sempre que a bola lhe chega aos pés, quer no passe, quer em condução, distingue-o da maioria dos jogadores que ocupam esta posição. Normalmente privilegiam a circulação com maior segurança em detrimento do risco. Esta é uma característica importante para jogador de clube "grande".
"Desde muito novo que gosto de ser capitão e de liderar a equipa. Gosto de falar com os meus colegas dentro do campo. É algo de natural em mim e vou continuar assim."
A boa capacidade técnica e o facto de jogar com ambos os pés são ferramentas que aliadas ao bom critério na escolha do momento certo, lhe permitem sair a jogar com segurança ultrapassando a primeira linha defensiva do adversário. Outra das características que apresenta é o forte remate de meia distância que já lhe tem valido a obtenção de alguns golos de belo efeito. Tudo isto associado a uma capacidade de liderança sempre importante para quem ocupa posições mais recuadas e centrais nas equipas.
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| Mais um golo ao serviço do Benfica (foto mediotejo.net) |
Aqui que ninguém nos ouve:
- Um dos grandes centrais que vi no Benfica andava pelo metro e oitenta. Chamava-se Carlos Gamarra e tinha uma classe do cara...
- Podem ver outras análises (parágrafo "As grandes promessas") AQUI.
Abraço



Essa história do central ter que ser um tipo muito alto é das maiores atrocidades que podemos compactuar. Como é óbvio, se tiver que escolher entre dois jogadores de diferentes estaturas e com o mesmo nível técnico escolho o mais atlético. Mas, normalmente, o que acontece é que os de menor estatura apuram muito mais o nível técnico, isto porque são obrigados desde tenra idade a fazê-lo para poderem competir com jogadores fisicamente mais robustos. Mas, isso leva a outro assunto.
ResponderEliminarApenas, quis salientar que não é preciso ser-se muito alto para ser um central de top. Falaste do exemplo do Gamarra que nem sequer tinha 1,80m (se não me falha a memória), mas poderias falar de Baresi, de Canavaro (foi bola de ouro em 2006), entre outros. O próprio Franz Beckenbauer tinha 1,80m e não 1,94m como muitas vezes vemos procurarem.
O modelo de jogo que se pretende é que define o tipo de jogador que queremos para aquela posição. Pessoalmente, prefiro ter um jogador mais pequeno mas que com a bola nos pés seja exímio e na reação à perda seja ágil e rápido.
Subscrevo.
EliminarNão sou muito reivindicativo com a insistência central no post porque me parece que também há matéria prima para um bom Seis.
A rever ;))
eu também acho que a altura não deve ser impeditiva desde que exista qualidade.
Eliminarmas jogadores demasiado baixo no caso dos centrais tem de ter um enquadramento e uma complementaridade especial até porque hoje em dia as bolas paradas tem uma importância que no passado não tinham tanto.
e pegando por exemplo que temos hoje na equipa principal era impossível vir um central muito baixo porque temos demasiados jogadores baixinhos, inclusive o defesa esquerdo.
pegando nos exemplos que deram, o baresi e o cannavarro, embora este só no final da carreira é que foi central porque de resto foi lateral, tinham ambos laterais muito altos o maldini e o thuram.
já quanto ao keiser, mesmo ele não sendo um jogador alto, atenção que na década de sessenta e setenta os jogadores, em media, não tinham a altura que tem hoje .
Essa complementaridade é fundamental.
EliminarA dupla Saldanha/Penetra foi a melhor que vi na formação. Por causa dessa complementaridade de que falas não os vejo a fazer dupla na equipa principal, mas qualquer um dos dois com outro de estatura superior ao lado acho funcionaria.