quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019


Benfica 0 - 0 Galatasaray: Serviços mínimos

Blog Benfica Francisco Ferreira Ferro
Águia tem que voar alto na Europa
Após a inédita vitória na Turquia frente ao Galatasaray para Liga Europa 2018/19 o Benfica encontrava-se em vantagem para a segunda mão da eliminatória a disputar no Estádio da Luz. Apesar da derrota sofrida em casa os turcos viajaram para Portugal com a esperança em dar a volta à eliminatória. O bom momento da equipa do Benfica mobilizou os adeptos o que permitiu apresentar uma casa bem composta neste regresso às competições europeias.
Desta vez Bruno Lage não procedeu a nenhuma revolução no onze inicial, ficando muito perto daquele que tem sido o onze base. A principal alteração deu-se no centro do meio campo com Gedson e Florentino Luís a reeditarem uma dupla que já soma dezenas de jogos nas camadas jovens. A outra alteração foi o regresso de Cervi à titularidade para fazer dupla com Grimaldo na ala esquerda encarnada.

Benfica vs Galatasaray - Liga Europa 2018/19
Suplentes: Svilar, Corchia, Samaris, Gabriel (83'), Zivkovic, Rafa (59') e Jonas (75').

Primeira parte muito morna

Com vantagem na eliminatória o Benfica jogou esta primeira de forma menos agressiva do tem sido habitual, apostando essencialmente no aproveitamento do erro do adversário. O Galatasaray tinha mais bola mas sempre em zonas que não comprometiam a defensiva encarnada, que sempre que a recuperava colocava a nu as fragilidades defensivas dos turcos. Ainda assim as situações de perigo não abundaram muito por culpa dos inúmeros passes falhados ou más decisões no último terço do terreno.
Blogs Benfica Florentino Luís
Florentino Luís aproveitou mais uma oportunidade
No meio campo notava-se a falta da qualidade de passe que Gabriel tem aportado à equipa, nomeadamente o passe longo e consequentes variações do centro de jogo, sendo Ferro o único capaz de mostrar esses mesmos atributos. Por outro lado a dupla Seferovic e João Félix jogou sempre muito encostada aos centrais não proporcionando os apoios frontais e jogo entre linhas que tem sido habitual, talvez por alguma falta de frescura física. Em termos defensivos equipa ia dando conta do recado.
Das poucas vezes que o Benfica conseguiu ligar o seu jogo com critério criou situações de perigo. Primeiro numa boa arrancada de Cervi pelo centro do terreno que lançou Pizzi na direita, com este a cruzar rasteiro para o mesmo Cervi rematar rente ao poste. Depois foi um cruzamento tenso de Seferovic da esquerda em que o central do Galatasaray quase marcava na própria baliza. Por fim um grande passe de Florentino lança Félix na esquerda com este a centrar atrasado para Pizzi rematar forte, mas permitindo a defesa do guarda-redes adversário.

Entrada forte, mas foi sol de pouca dura

O Benfica reiniciou o jogo com outra intensidade encostando o Galatasaray à sua grande área, denotando vontade de conquistar os três pontos. Os turcos demonstravam muita dificuldade em sair da pressão benfiquista, limitando-se a defender como podiam. Apesar dessa pressão do Benfica, a mesma só se traduziu em oportunidades claras quando João Félix falha numa entrada ao segundo poste já perto da hora de jogo.
Blog Benfica Festejo com os adeptos
Agradecimento aos adeptos
Após esse lance o Galatasaray equilibra o jogo e aproxima-se mais da baliza de Odysseas, mas nunca criou perigo real já que a entreajuda na defensiva encarnada ia compensando um ou outro lapso cometido. A entrada de Rafa permitia aproveitar o adiantamento dos turcos mas também ele foi incapaz de tomar as melhores decisões nas transições de que dispôs. A entrada de Gabriel e Jonas ajudaram a manter o jogo dentro do ritmo que interessava e a manter o perigo afastado.
Este foi um empate que soube a vitória já que permitiu seguir em frente na prova. Segue-se o sorteio para conhecer o próximo adversário numa fase em que o leque de possíveis adversários ainda é muito alargado. Agora volta a Liga NOS com a receção ao Chaves e é nesse jogo que deve estar todo o foco.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Penálti sobre Rúben: Ficou um penálti por assinalar sobre Rúben Dias que podia ter dado a vitória ao Benfica. É certo que o árbitro teve um critério largo ao longo de todo o jogo, mas a falta foi evidente. 
Prémio Pablo Aimar
Passagem na eliminatória: O mais importante era seguir em frente na competição e isso foi conseguido. Foi pena que não se chegasse à vitória e aos três pontos sempre importantes para o ranking da UEFA.
Prémio Bruno Cortez
Desacerto: O número elevado de passes transviados e algumas más decisões, principalmente no último terço do terreno, foi o que fica de menos positivo deste jogo.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Fico com dúvidas se a equipa jogou com um ritmo baixo para descansar o físico ou se o cansaço físico obrigou a equipa a jogar a baixo ritmo. Espero que seja a primeira opção.
  • Vi dezenas de jogos da formação com a dupla de centrais Rúben Dias e Ferro. Vi outros tantos com Gedson e Florentino a fazerem dupla no meio campo. Faltou ter jogado o Jota na frente para o ver fazer dupla com o João Félix reeditando a fase final do nacional de juniores da época passada.
  • Se havia jogo que podíamos empatar era este. Mas que depois de comer filet mignon, ter que voltar a comer kebabs, dá um bocadinho de azia, ai isso dá.
  • Então o Bruno Lage meteu o Jonas num jogo da Liga Europa?! Toda a gente sabe que o Jonas não pode jogar nas competições europeias porque acusa doping. Pelo menos no mundo encantado dos dragartos é assim.

Abraço


1 comentário:

  1. nem é o jogo menos conseguido que incomoda, até porque não foi preciso, e nunca pareceu ser preciso mais.
    não é o empate que incomoda porque não foi preciso mais.
    o que incomoda é não termos marcado pelo menos um é que mesmo assim ainda tivemos varias oportunidades daquelas que não se podem desperdiçar, muito menos nas competições europeias.

    um dos avançados tinha de descansar ainda mais com o jonas disponível o jogo muito pouco conseguido dos dois muito se deve a isso e no caso deste foi claramente por falta de frescura e não ritmo de poupança.
    e o facto de sermos inoperante no ataque muito se deve a isso.

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