quarta-feira, 2 de janeiro de 2019


Portimonense 2 - 0 Benfica: Suicídio assistido

Benfica Jonas
Incompreensível este vermelho direto
O Benfica deslocou-se ao Algarve para defrontar o Portimonense na 15ª jornada da Liga NOS 2018/19. Os algarvios atravessam uma boa fase após um início de campeonato muito tímido que colocou mesmo em risco a continuidade do treinador. A vitória garantia a manutenção do segundo lugar e aproximava a equipa benfiquista da liderança da Liga. O bom tempo e o espírito de missão nesta fase de recuperação levaram muitos adeptos encarnados ao estádio Municipal de Portimão.
Rui Vitória voltou a apostar na equipa que venceu o Sporting de Braga na última jornada da liga. O bom desempenho frente aos bracarenses deu a confiança necessária ao treinador para repetir a aposta. No banco dos suplentes marcou presença o regressado Salvio que esta semana renovou contrato com o Benfica.

Portimonense vs Benfica - Liga NOS 2018/19
Suplentes: Svilar, Samaris, Gabriel, Krovinovic, Salvio (46'), João Félix (79') e Seferovic (46').

Sofrimento autoinfligido

O início do jogo apresentou duas equipas muito cautelosas e a respeitarem-se mutuamente já que ambas são muito fortes nas transições. Jogava-se a meio campo e num ritmo lento e mesmo assim era elevado o número de passes falhados dada a qualidade dos intérpretes em campo. Foi por isso de forma inesperada que surge o golo dos locais através de um cruzamento do seu lateral esquerdo, que Rúben Dias desvia para a baliza, numa falta de comunicação com Odysseas.
Benfica Onze
Vamos lá a alinhar essas ideias
O jogo ficou ainda mais de feição para o Portimonense que poderia explorar ainda mais o contra-ataque, mas o Benfica controlou sempre bem esses momentos. Reagiu relativamente bem ao golo sofrido e começou a remeter os algarvios para o seu meio campo. Construía com paciência por ambos os flancos com vários cruzamentos para a área que nunca encontraram o destinatário certo. Faltava alguma velocidade no último terço e mais presença dentro da grande área adversária.
Um remate de Jonas após bom trabalho individual e um cabeceamento de Jardel a corresponder a assistência de Zivkovic foram, conjuntamente com duas assistências de André Almeida que ninguém desviou, o sinal mais por parte do Benfica. Sem fazer nada por o merecer o Portimonense volta a marcar, desta vez através de um inacreditável autogolo de Jardel após Odysseas ser pouco lesto a sair da baliza. Ainda antes do intervalo Grimaldo tem um forte remate desviado pela defensiva contrária.
Resultado pesado e injusto que exigia uma resposta à Benfica na segunda parte do jogo.

Expulsão termina com as ténues esperanças

A segunda parte trouxe Salvio no lugar de Cervi e Seferovic no de Gedson passando a jogar com dois jogadores dentro da área. O Benfica tornou-se mais ofensivo e por outro lado o Portimonense passou a dispor de mais oportunidades para entrar no reduto defensivo encarnado. Não foi a reentrada que se esperava para acender a chama das esperanças na reviravolta.
Benfica Vermelhão
Apoio em todo o lado exige mais competência
O golo que poderia relançar a partida não aparecia e com o passar dos minutos a crença ia diminuindo. Se estava difícil, com a expulsão do Jonas tornou-se impossível. O jogo arrastou-se até final sem qualquer sinal de possibilidade de alteração no resultado.
Resultado ingrato num jogo em que tudo correu mal, mas em que a equipa demonstrou muita incapacidade e falta de rasgo para alterar o rumo dos acontecimentos. Segue-se a receção ao Rio Ave, novamente para a liga, onde se espera pelo menos a conquista dos três pontos.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Autogolo de Jardel: Se a equipa conseguiu pelo menos manter a cabeça fria após o primeiro autogolo, com o segundo foi-se completamente abaixo. 
Prémio Pablo Aimar
Zivkovic: Tentou sempre desequilibrar e lutar contra o rumo dos acontecimentos. O facto de ser dos poucos a arriscar passes de ruptura faz com que seja dos que mais passes falha o que pode causar análises injustas ao seu desempenho.
Prémio Bruno Cortez
Rui Vitória: A equipa demonstrou uma exasperante falta de crença, de força, de rasgo, para mudar o rumo dos acontecimentos . É uma equipa à imagem do discurso do treinador.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Já foste?
  • Quando os outros têm momentos menos bons, o Mota dos talhos ajuda a ultrapassar. Quando o Benfica tem momentos menos bons, o Mota dos talhos ajuda a afundar.
  • Não esquecer que o Mota dos talhos foi o árbitro que não viu o penálti sobre o Nakajima que dava o 0-2 ao Portimonense frente ao Porto. Nem sequer foi espreitar o monitor, como fez agora para expulsar o Jonas de forma vergonhosa.
  • Sofrer dois golos em 45 minutos sem ter permitido ao adversário um único remate à baliza é um feito pouco visto na história do desporto mundial.

Abraço

2 comentários:

joão carlos disse...

a lei de murphy no seu melhor mas nem nos podemos queixar porque contra o braga tudo correu bem nem isso sabemos aproveitar.

não podemos queixar de ninguém a não ser de nós mesmos.
não creiamos uma única oportunidade nem enquanto estávamos empatados nem depois.
e embora o vermelho directo seja um completo exagero aquele lance é para amarelo e era o segundo.

num jogo com este resultado e os melhores foram o fejsa e o odysseas algo vai mesmo muito mal.

RUI TOMÉ disse...

Quando treinador é mau ninguém consegue jogar bem. O Zivkovic é um jogador muito apreciado pelos benfiquistas da geração anterior: bom toque de bole mas sem nemhuma progressão nem objectividade. Mais vale um toque e golo do que mil toquinhos, quando alguém usa a expressão "o jogador tem bons pés" é a mesma coisa que dizer que " a moça é simpática"

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