domingo, 16 de dezembro de 2018


Marítimo 0 - 1 Benfica: Somar na Ilha!

Benfica Jonas
Jonas prepara-se para abrir o marcador
O Benfica deslocou-se à ilha da Madeira para defrontar a equipa do Marítimo 13ª jornada da Liga NOS 2018/19. Importava dar continuidade à sequência de vitórias iniciada com a chicotada psicológica que não o chegou a ser. Os madeirenses procuravam regressar aos bons resultados após a chicotada psicológica efetiva que levou Petit ao comando técnico da equipa.
A lesão de Rafa levou a que Rui Vitória alterasse o onze que tem atuado nas últimas jornadas da liga, com Cervi a ser o escolhido para o lado esquerdo do ataque. Já em relação ao jogo de quarta-feira para a Liga dos Campeões regista-se a saída de Alfa Semedo, Seferovic e João Félix. De realçar o regresso dos sempre influentes Fejsa e Jonas que foram poupados na última quarta-feira.

Marítimo vs Benfica - Liga NOS
Suplentes: Svilar, Alfa Semedo, Gabriel (74'), Krovinovic, Seferovic (81'), João Félix (90') e Castillo.

O melhor chegou no fim

Ainda que pouco entusiasmante foi globalmente positivo o comportamento do Benfica nos primeiros 45 minutos da partida. Manteve sempre o Marítimo longe da sua grande área e foi encontrando espaços entre as linhas defensivas do adversário. Encontrava esses espaços muito por culpa da fragilidade do adversário que estará ainda longe do que Petit pretende em termos defensivos.
Foram várias as situações em que se pressentia que a bola poderia chegar com perigo à baliza dos insulares, mas por más decisões, más execuções ou falta de opções em quantidade dentro da área, esse perigo nunca apareceu. Um cruzamento venenoso de Zivkovic ao qual Jonas não chega e um passe de Pizzi para Cervi cabecear dentro da área foram os lances de maior destaque na fase inicial da partida.
Benfica Golo
A festa do golo
A meio da primeira apareceram aquelas que poderiam ter sido as oportunidades mais perigosas, Jonas já dentro da área serve Pizzi que falha o remate com o pé esquerdo e logo de seguida o mesmo Pizzi após uma tabela aparece nas costas da defensiva mas nem chega a rematar. Entretanto Rúben Dias tem um corte monumental que evita o golo maritimista que tornaria tudo mais difícil.
Uma falta sobre Jonas perto da meia-lua deu a Grimaldo a oportunidade de repetir a gracinha do último jogo, mas o guarda-redes respondeu com uma boa defesa. Mesmo em cima do intervalo Cervi sobre a direita cruza de trivela para o interior da área, onde Jonas domina com o peito, desvia do guarda-redes e este comete penálti incontestável. Chamado à conversão o avançado benfiquista converte com frieza e abre o marcador antes das equipas regressarem aos balneários.

De mais a menos

A segunda parte deste jogo teve três partes distintas: na primeira o Benfica apareceu forte e dominador, na segunda ao Marítimo equilibra e começa a aparecer mais perto da baliza do Benfica e na terceira vimos um Benfica completamente intranquilo perante o esforço final dos madeirenses, denotando uma incapacidade em reter a posse de bola já várias vezes vista esta época.
Foram agradáveis de seguir os primeiros minutos com jogadas por ambos os flancos, principalmente o direito onde Zivkovic ia marcando o ritmo do jogo. Numa boa combinação com Zivkovic, Pizzi coloca a bola na área e Gedson acaba por rematar contra um defesa contrário. Jonas de livre direto permite a defesa segura do guarda-redes. O Marítimo endureceu o cariz do jogo e começou a equilibrar as forças perante alguma complacência do árbitro.
Benfica Zivkovic
Zivkovic fez uma grande exibição
Fruto do maior equilíbrio os da casa foram-se aproximando da baliza benfiquista conseguindo finalmente jogar dentro da área encarnada. Com o avolumar das bolas paradas a favor do Marítimo a equipa do Benfica foi-se mostrando cada vez mais intranquila e incapaz de controlar a partida, ainda assim não passou por verdadeiros calafrios. Apenas nos últimos minutos foi capaz de manter a bola longe do seu meio-campo.
Vitória mais difícil do que a partir de certo momento parecia, mas também por isso, mais saborosa. Segue-se a deslocação a Montalegre para a Taça de Portugal que certamente proporcionará momentos que trarão recordações dos tempos em que o futebol ainda era uma festa. Nada de facilitar e assegurar a passagem à eliminatória seguinte.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Golo de Jonas: Foi o momento da partida já que permitiu o amealhar de três pontos e pelo menos manter a distância para os da frente até que o estado da equipa possa melhorar.
Prémio Pablo Aimar
Zivkovic: Muito boa exibição do sérvio a dar o critério e a criatividade que tem faltado ao jogo do Benfica. Acrescenta ainda uma irreverência e entrega que fazem dele insubstituível nesta fase da temporada.
Prémio Bruno Cortez
Evolução: São muito ténues os sinais de evolução da equipa. Apesar da boa sequência de resultados e de algumas melhorias pontuais, falta o salto de qualidade que galvanize os adeptos e a própria equipa.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • A cada jogo que vem estou com a expectativa daquela grande exibição que catapulte o próprio clube para outros patamares. A cada jogo que passa fico com a sensação que há um desastre para acontecer aí ao virar da esquina. Não me queixo se continuarmos a ganhar assim até ao final do ano. Pode ser que o Pai Natal nos traga essa prenda.
  • Esta Liga da Mentira tem-nos proporcionado momentos que fariam corar de vergonha até alguns dos maiores artistas das décadas de oitenta e noventa. Não se deixem levar pelo canto da sereia. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!
  • Houve momentos em que se assistiu a uma verdadeira caça ao homem por parte dos jogadores do Marítimo. Não jogou o Mendy do Setúbal mas andava lá um que devia ser primo dele.
  • Por falar em Setúbal, força Nuno Pinto!

Abraço


3 comentários:

  1. Quem para estas entradas assassinas dos adversários do Benfica a impunidade destes bois do apito é total e uma palhaçada com os bois do apito a branquear os roubos dos dragartos

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  2. tivemos quinze minutos bons, os últimos da primeira parte, com três oportunidades de resto é uma pobreza franciscana.

    quando o grande desequilibrador é o defesa esquerdo algo vai muito mal.

    mas tambem jogar noventa minutos com dez torna sempre as coisas mais difíceis.

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