quarta-feira, 29 de agosto de 2018


PAOK 1 - 4 Benfica - Na piscina dos grandes!

Benfica Festejos
Inferno só há um, o Estádio da Luz
O Estádio Toumba em Salonica, Grécia, foi o palco do desafio final rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. À imagem da deslocação à Turquia, o ambiente fora das quatro linhas era de apoio incondicional à equipa da casa. Foram poucos mas bons os Benfiquistas que se deslocaram à Grécia para apoiar a equipa. Em causa, além do prestígio do clube, estavam os muitos milhões que este ano a competição distribuí pelos clubes participantes.
Rui Vitória apresentou uma meia surpresa com a titularidade de Seferovic em detrimento de Ferreyra, meia surpresa porque o Suíço teve um bom desempenho frente ao Sporting e Ferreyra tem andado muito longe daquilo que poderá fazer. A outra alteração ao onze do último jogo foi a entrada do recuperado Salvio para a ala direita do ataque, remetendo Rafa para o banco dos suplentes.

Suplentes: Svilar, Conti, Alfa Semedo (63'), Rafa, Zivkovic (76'), João Félix (85') e Ferreyra.

Do sufoco à tranquilidade

Foi pouco menos que tenebroso o início do jogo por parte do Benfica. Um passe disparatado de Seferovic obriga André Almeida a fazer falta mesmo em cima da linha da grande área e a levar cartão amarelo logo no primeiro minuto. O nervosismo tomou conta da equipa, o que conjuntamente com a ação do PAOK a cortar as linhas de passe levou a que o Benfica, fiel ao seu princípio de sair a jogar, não conseguisse sair do seu meio campo. Muito difícil este início de jogo.
Após esse sufoco inicial, finalmente começou a colocar bolas em Seferovic e a lutar pelas segundas bolas, o que permitiu sacudir a pressão inicial e começar a assentar mais o seu jogo. Ainda assim os Gregos continuavam mais fortes e na sequência de um livre bem trabalhado, mas muito mal defendido pelo Benfica, adiantaram-se no marcador. Logo de seguida na sequência de um canto a favor do Benfica estiveram perto do segundo mas um corte do outro mundo de Grimaldo evitou algo muito parecido com o que se viu em Basileia o ano passado.
Benfica Jardel
Grande jogo do Capitão guerreiro
Este lance marcou a inversão dos acontecimentos na partida. O Benfica foi tomando conta do jogo, aproximando-se cada vez mais da baliza do PAOK quer em lances de bola corrida pelos corredores quer em bolas paradas. Foi precisamente na sequência de um canto marcado por Pizzi que Jardel nas alturas faz o golo do empate. Este golo foi um autêntico balão de oxigénio para o Benfica e um balde de água fria para o PAOK, e os minutos que se lhe seguiram traduziram esse estado de espírito.
O nervosismo dos gregos traduziu-se numa grande penalidade oferecida pelo guarda-redes que Salvio se encarregou de converter no golo da reviravolta. Os gregos deram um ar da sua graça num cabeceamento muito forte dentro da área que fez brilhar Odysseas. Seferovic esteve perto do golo por duas vezes com um bom remate cortado em cima da linha e um cabeceamento que passa muito perto do ângulo da baliza. Antes do intervalo um dos momentos do jogo com uma excelente combinação entre Grimaldo e Cervi a terminar num bonito golo de Pizzi.

Entrada fulgurante e controlo do jogo

Se o final da primeira parte trouxe o terceiro golo que deu tranquilidade, o início da segunda parte trouxe o quarto que praticamente fechou a eliminatória. Jardel é agarrado dentro da área com o árbitro a assinalar a respetiva grande penalidade que Salvio voltou a converter. Este golo colocou o PAOK a quatro golos do apuramento, algo quase impossível de acontecer. Ainda assim quase de seguida os gregos enviam uma bola à trave que podia reacender as suas esperanças.
Benfica Salvio
Salvio converteu as duas grandes penalidades
Com o desnível no marcador o Benfica foi controlando o jogo com um ritmo baixo, enquanto o PAOK ia tentando o golo com mais coração do que cabeça, o que se traduziu em vários remates de fora da área que Odysseas ia defendendo sem grande dificuldade. O Benfica teve boas oportunidades em saídas rápidas, mas o cansaço foi tirando o discernimento no último passe em várias situações de superioridade numérica. Até final Odysseas ainda tem algumas boas intervenções mas o resultado não mais se alterou.
Está conquistado o primeiro grande objetivo da época que era o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. O Benfica mostrou-se superior ao adversário em ambos os jogos, sendo que neste apresentou uma eficácia superior na finalização. Objetivo atingido, foco no jogo da Madeira com o Nacional para terminar este ciclo infernal em grande estilo.


Momento | Positivo | Negativo


O momento em que o Benfica nos escolhe
Corte do Grimaldo: Aquele corte do Grimaldo a evitar que o PAOK chegasse ao segundo golo numa transição rápida é o momento de viragem no jogo. 
Prémio Pablo Aimar
Jardel: Imperial a defender, imperial no cabeceamento para o golo do empate e, como se não chegasse, ainda arrancou o penalti que deu o quarto golo.
Prémio Bruno Cortez
Nada: Num dia como o de hoje se houve algo de negativo varre-se para debaixo do tapete. Nem mesmo o Bruno Cortez merecia isso.


Aqui que ninguém nos ouve:
  • Grande prova de maturidade da equipa num ambiente adverso e após um início de jogo muito complicado. Parabéns a todo o grupo de trabalho.
  • Se na primeira mão a concretização foi o calcanhar de Aquiles, neste jogo quase tudo o que se tocou foi ouro.
  • Afinal o senhor Felix Brich também sabe assinalar grandes penalidades. Pena que não tenha visto nenhuma na final de Turim.
  • Lamentamos muito informar os caros leitores que a SAD do Benfica acaba de ser constituída APURADA.

Abraço

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