sábado, 17 de fevereiro de 2018


Benfica vs Boavista - As duas Torres

Benfica Futebol Jardel
Um dos símbolos da raça Benfiquista
Esperava-se um sábado à Benfica na receção ao Boavista para disputar a 23ª jornada da Liga NOS 2017/18 num jogo que poderia colocar os encarnados na liderança do campeonato. O Estádio da Luz vestiu-se de gala para mais este desafio, num sinal claro de que os adeptos estão preparados para levar a equipa ao colo rumo ao título.
Após várias jornadas em que castigos ou lesões obrigaram a alterações no onze titular, Rui Vitória pôde finalmente colocar em campo a mesma equipa que apresentou na jornada anterior. A grande dúvida que era a utilização de Jonas foi desfeita em cima da hora com o goleador a fazer parte da equipa titular.
Onze inicial: Varela, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa, Rafa (Diogo Gonçalves 70'), Pizzi (João Carvalho 88'), Zivkovic, Cervi e Jonas (Raúl 78').
Suplentes: Svilar, Luisão, Samaris, João Carvalho, Diogo Gonçalves, Raúl e Seferovic.

Arbitragem inacreditável

É impossível não começar esta crónica pela inacreditável arbitragem a que se assistiu no relvado da Luz. Falta por assinalar sobre Cervi transformada em canto inexistente; Penaltie por assinalar por mão na área; falta sobre Zivkovic para cartão alaranjado que nem amarelo deu; cartão amarelo a Jardel em lance que nem falta é; falta por marcar por mão do jogador do Boavista, fora de jogo não assinalado na sequência e canto mal assinalado depois disso; mais um lance para amarelo que  só rendeu repreensão a outro jogador do Boavista. Muita fruta para apenas 45 minutos.
Benfica Futebol Raúl Jiménez
Será fundamental que quem entre, entre para somar
Em termos de futebol jogado grande jogo do Benfica que rendeu dois golos mas poderia ter rendido muito mais. Pena o penaltie falhado por Jonas, o segundo consecutivo, que poderia ter aberto o marcador. Não será descabido poupar Jonas na próxima oportunidade para retomar a tranquilidade.
A asa esquerda do Benfica continua a infernizar a vida às equipas adversárias com combinações a alta velocidade quase impossíveis de deter. Pena que das várias jogadas bem delineadas nenhuma tenha resultado em golo, embora a grande penalidade resultasse de falta sobre Cervi num desses lances. Os golos acabaram por aparecer em lances de bola parada com os dois centrais do Benfica a marcarem o ponto, ambos após cantos cobrados por Cervi.

Justiça ao cair do pano

O reatamento trouxe um Boavista mais afoito, a tentar criar dificuldades no último reduto encarnado. O Benfica perdeu alguma capacidade para marcar o ritmo da partida mas nunca se sentiu desconfortável no jogo, apenas os lances de bola parada traziam alguma sensação de perigo. O único lance de real perigo foi um Remate de Mateus que passou muito rente ao poste da baliza de Varela.
O jogo mais partido acaba por favorecer a qualidade dos jogadores do Benfica e permite rápidas saídas de bola que terminam quase sempre em lances de perigo. As oportunidades iam-se sucedendo mas o terceiro golo tardava. Foi já na parte final do jogo que o marcador assumiu carácter de justiça com um autogolo e um golo do sempre irrequieto Raúl Jiménez, após mais uma assistência de André Almeida.
Benfica Futebol Rúben Dias
Rúben Dias aponta o caminho
Esta vitória deve-se muito à forma como os jogadores do Benfica souberam reagir a uma arbitragem vergonhosa, sem nunca perderem a noção do que realmente estava em causa, a vitória. É bom sentir esta maturidade na equipa, ao invés de os ver de cabeça perdida a rodear o árbitro.
Mais uma boa exibição, mais uma vitória, mais três pontos. Siga, é rumo ao Penta.

#naomefodas mode on
  • Vamos ter este fpd a roubar o Benfica por muitos anos?! General Nhaga, não dá para arranjar por ali uma lesão que o arrume de vez?
  • Vou-vos contar um segredo, mas fica só entre nós, ok? O Boavista não levou nem um amarelo. Eu repito, o Boavista não levou um único amarelo. Áh, é verdade, o Benfica levou com dois. FDGPQOP, imbestiguem!
  • Há uma palavra tantas vezes repetida nesta fase nas últimas épocas que parece que desapareceu do léxico da nossa imprensa de mérdia: PRESSÃO.
  • Dragatinhos, tenham medo, tenham muito medo...
#naomefodas mode off

Venha o próximo e viva o Benfica!!!

Destaques do Baralho

REI: Zivkovic – Mais uma grande exibição. O sérvio em vez de dois olhos parece que tem um radar que lhe permite saber na perfeição o que fazer a cada momento de jogo.
ÁS: Rúben Dias – O segundo golo em jogos consecutivos na Luz e um par de excelentes cortes a confirmarem mais uma grande exibição.
SENA: Aplausos ao auxiliar – Foi ao minuto 38 que o árbitro auxiliar teve direito ao aplauso unânime dos adeptos Benfiquistas quando assinalou o primeiro fora-de-jogo da partida .
DUQUE: Árbitro – Impressionante a coerência que este artista apresenta sempre que se trata de arbitrar o Benfica. Miserável!
Abraço


2 comentários:

  1. Habilidoso, este Tiaguinho! Mas foscanhou-se, porque ontem não demos hipóteses à boiada coligada, não demos confiança a porcos - apesar de gostarmos de coiratos.
    Duas perguntas: o Varela não é capaz de estar concentrado durante os 90 minutos ? E quanto tempo por semana treinará as «saídas»?
    Mais uma: o Jonas ainda não percebeu que a paradinha e remate para a esquerda (ainda por cima com pouca força) já está mais que estudada, vista e revista pelos guarda-redes? Ó Jonas, assim, nunca mais marcas um! Acorda, pá!

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    Respostas
    1. Este nem se preocupa em ser habilidoso, é mesmo à descarada. Deve sentir as costas bem quentes para tanto descaramento.
      Quanto a nós, que é o que interessa, fazer das fraquezas forças e jogar apenas 90 minutos de cada vez.

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