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| Coração de Capitão |
Rui Vitória apresentou o onze que tem sido titular nos últimos jogos do campeonato confirmando a estabilidade tanto no que diz ao sistema como no que diz respeito aos nomes.
Onze inicial: Varela, A. Almeida, Luisão, Jardel, Grimaldo (Seferovic 86'), Fejsa, Krovinovic, Pizzi (Raúl 68'), Salvio, Cervi (Zivkovic 74') e Jonas.
Suplentes: Svilar, Lisandro, Filipe Augusto, Samaris, Zivkovic, Seferovic e Raúl.
Marcar o rumo dos acontecimentos
Entrada forte do Benfica em jogo procurando demonstrar desde o primeiro minuto que a vitória era o único resultado que interessava. Os encarnados marcavam o ritmo do jogo com uma forte pressão logo à saída de bola do adversário o que permitia a sua rápida recuperação. Dessa forma não surpreendia que a bola rondasse sempre a baliza dos vilacondenses. Um bom remate de Krovinovic a proporcionar uma boa defesa ao guarda redes, um corte de um jogador do Rio Ave que embateu no poste e um remate de Salvio que passa muito perto do poste são bons exemplos do domínio encarnado.
Uma tentativa de chapéu de Jonas após boa jogada coletiva, um bom remate de ressaca de André Almeida e remate de Pizzi já dentro da área, faziam adivinhar o primeiro golo da partida. Não foi preciso esperar muito tempo, cruzamento da direita de André Almeida e Jonas, sem deixar cair a bola, encaixa-a onde a coruja faz o ninho com um excelente remate de pé direito.
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| Golo só ao alcance de predestinados |
Início desastroso e muito coração
Se o Benfica muito teve que trabalhar para abrir o marcador, o Rio Ave pouco precisou de fazer para chegar ao empate. Logo a abrir a segunda parte, falha de Cervi, um dos melhores jogadores em campo, permite o empate à equipa da casa. O golo parece ter abalado a confiança com que o Benfica abordou o jogo ao mesmo tempo que fez crescer a convicção dos vilacondenses, tonando-se assim num jogo onde o equilíbrio era a nota dominante. O Benfica dispõe de uma boa oportunidade por André Almeida mas é o Rio Ave que se adianta no marcador num bloqueio mental da defensiva benfiquista.
Desta vez a reação ao golo foi imediata com Cássio a defender de forma incrível um cabeceamento de Luisão. O Benfica procurava o golo com muito coração e aproximava-se cada vez mais da baliza adversária. Fruto dessa insistência dispõe de um penaltie por falta sobre Jonas, que o mesmo não conseguiria converter no desejado golo. Quando se esperava que este falhanço fosse o canto do cisne a equipa voltou a demonstrar que encarou este jogo com outra atitude, ao reagir à adversidade com um golo do capitão Luisão. Estava feito o empate e perspectivava-se o prolongamento.
Um golpe de teatro antes do apito final. Mesmo no final do tempo regulamentar na sequência de um corte, Luisão agarra-se à coxa e teve de abandonar o jogo. Olhando para o esforço despendido na forte pressão exercida na primeira parte e o despendido na procura do golo do empate, não era difícil adivinhar que com menos um jogador o Benfica teria muitas dificuldades no prolongamento. Até porque mais do que a inferioridade numérica preocupava o desequilíbrio total do dez que restou. Uma coisa é jogar com dez e com um ou nenhum avançado, outra é jogar com dez e com três avançados, sendo que um deles nem os 90 minutos costuma aguentar, quanto mais 120 minutos.
Querer mas não poder
Para complicar ainda mais, o Benfica sofre o terceiro golo logo a abrir o prolongamento, na quarta oportunidade concedida ao Rio Ave. Um remate que ia direitinho para as mãos de Varela ressalta em Jardel e vai ter com o avançado que desvia para golo. A defesa tinha subido para o colocar em fora de jogo mas Seferovic na esquerda ainda não havia recuperado a posição após um carrinho e validou o golo.
Com este golo o Rio Ave ficou numa posição confortável e conseguiu ir gerindo o jogo alterando períodos de posse de bola com outros de anti-jogo. O Benfica procurava esticar o jogo sempre que possível mas o físico não permitia muito. Ainda assim dispôs de algumas situações para chegar ao empate, a melhor delas num excelente remate de Seferovic que proporcionou mais uma excelente defesa ao guarda redes. O golo não apareceu e consumou-se a eliminação da Taça de Portugal.
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| Este deixa sempre a pele em campo |
#naomefodas mode on
- Se os nossos alas zigzagueassem como os comentários dos adeptos ao intervalo e no fim do jogo, ninguém os segurava.
- E que tal chegarem a acordo com o General Nhaga? Vamos lá, é mais milhão menos milhão, crl.
- Fica aqui o aviso, se contratarem alguém em janeiro com menos de 1,80m de altura e 80kg de peso passo escrever o post todo em "nmf mode". A não ser que seja o Messi, ou o Bernardo, vá lá ;)
- Já mor, já acabei de escrever, já vou pra cama. Só não vou é ao Jamor :(
#naomefodas mode off
Venha o próximo e viva o Benfica!!!
Destaques do Baralho
REI: Cervi – Já merecia uma coroação pela alma que dá à equipa, assim como merecia a passagem aos quartos de final.
ÁS: Golo do Jonas – Um golo destes tem sempre que ser destacado.
SENA: Lesão do Luisão – Como costuma dizer o outro, se fossemos um circo até o anão crescia.
DUQUE: Luís Filipe Vieira – Esta viagem numa altura crucial da época nem aos chineses lembrava.
Abraço



Artigo super lúcido e cirúrgico na forma como apontou as causas desta derrota.
ResponderEliminarNão compreendo como leio muitos blogues hoje a pedirem a cabeça do Rui Vitória e do presidente.
Ontem tivemos muito azar. E, mais, o Rio Ave teve a sorte no jogo que não teve frente ao Sporting e ao Porto.
Fiquei triste com o resultado porque se há jogos está temporada em que fomos bem superiores ao adversário foi este.
A rever para a próxima temporada: centrais. Tanto o Luisão como o Jardel estão feitos em dois centrais de contenção. Isso foi notório no golo do Rúben Ribeiro.
Como se costuma dizer, o futebol é isto mesmo!
EliminarAbraço
Os Directores do Benfica devem trazer o Médio e Avançado Diego Souza que está a jogar pelo Sport Recife do Brazil e pela Selecao Brasileira.
ResponderEliminarEsse é mais um exemplo de bons jogadores que por cá passaram e foram cozinhados em lume brando.
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