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| Um plantel que soma vários títulos |
Tal não invalida, bem pelo
contrário, que não devamos procurar analisar todas as opções tomadas e as suas
consequências no atingir do objetivo proposto. Por isso numa série de artigos
vou abordar um conjunto de áreas, tentando perceber as ideias por trás das
decisões tomadas e procurando encontrar novos caminhos e soluções:
O Plantel
Não se pode afirmar que o plantel
que conquistou o Tetracampeonato tenha sofrido uma grande razia. O grande
problema foi que as principais saídas se concentraram no setor defensivo da
equipa, mais concretamente 3/5 do sector defensivo titular. Falamos de Ederson,
Nélson Semedo e Victor Lindelof. A estes nomes juntam-se os pouco utilizados
André Horta e André Carrillo e o muito influente Mitroglou.
Em termos de entradas destaque
para o suíço Haris Seferovic, aproveitando o fim de contrato com o Eintracht de
Frankfurt e para Krovinovic contratado ao Rio Ave. Já em cima do fecho de
mercado chegam Douglas e Gabriel Barbosa por empréstimo do Barcelona e Inter de
Milão, respetivamente.
Numa perspetiva de futuro são
contratados Mile Svilar, Martin Chrien, Chris Willock e Mato Milos. Este último
acabou emprestado ao Lechia Gdansk. Também numa perspetiva de futuro é
recontratado Bruno Varela, que acaba por ser o titular neste início de
temporada fruto da lesão de Júlio César. Da formação do clube chegam Rúben
Dias, João Carvalho e Diogo Gonçalves.
O plantel final é composto por
trinta jogadores:
Guarda-redes (4): Júlio César,
Bruno Varela, Svilar e Paulo Lopes.
Laterais (4): André Almeida,
Douglas, Grimaldo e Eliseu.
Centrais (5): Luisão, Jardel,
Lisandro Lopez, Rúben Dias e Kalaica.
Médios (6): Fejsa, Samaris,
Filipe Augusto, Pizzi, Chrien e Krovinovic.
Alas (6): Salvio, Zivkovic,
Cervi, Rafa, João Carvalho e Willock.
Avançados (5): Jonas, Seferovic,
Gabriel Barbosa, Raul e Diogo Gonçalves.
Análise sector a sector
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| Seferovic tem-se mostrado reforço |
Nos centrais é fundamental a boa
forma física de Luisão e Jardel já que as alternativas não são do mesmo nível. Lisandro
continua a apresentar muita intranquilidade e precipitação quando chamado.
Rúben Dias começa a ter tempo de jogo. Esperemos seja uma boa surpresa e se
torne uma verdadeira alternativa para a titularidade. Kalaica deverá somar
minutos na equipa B.
Nas laterais mais uma vez muito
dependentes do físico de um jogador, neste caso Grimaldo. É o único capaz de
criar desequilíbrios ofensivos. Esperemos que Douglas apresente atributos
semelhantes. André Almeida e Eliseu vão dando conta do recado, mas por um
motivo ou outro não são suficientes para serem titulares toda a época.
No centro do terreno aplica-se a
Fejsa o que se escreveu sobre Grimaldo, espera-se que tenha muita saúde já que
as alternativas estão muito distantes. Caso Pizzi apresente a mesma
regularidade da época passada é meio caminho andado para o sucesso. Krovinovic
pode ser uma boa alternativa, veremos como se adapta a um clube enorme.
Nas alas existem soluções em
quantidade e qualidade. Esperemos apenas uma boa gestão por parte do treinador
deste leque de excelentes executantes.
A frente de ataque é excelente
sendo várias as alternativas ao dispor do treinador. Espera-se que Jonas e
Severofic confirmem o bom início de época. Raul parece pronto a explodir para
uma grande época. Se Gabriel Barbosa se reencontrar na Luz pode também ser um
reforço inesperado.
O que eu penso?
A lógica do planeamento do
plantel para esta temporada é algo que, por muito que tente, não consigo
perceber. Incompreensível tendo em conta que as principais saídas se deram
perfeitamente a tempo de serem devidamente colmatadas. Poderia aceitar este
cenário se Ederson, Nélson Semedo e Victor Lindelof tivessem saído a 31 de
agosto.
Destaco:
- A rábula da contratação do guarda-redes sendo o expoente máximo as imagens de André Moreira no Hospital da Luz.
- A constatação apenas ao fim de seis meses que Pedro Pereira e Hermes não eram opções válidas para as laterais.
- Os avanços e recuos na contratação de Douglas para a lateral direita.
- A não contratação de um defesa central de topo, dada a saída de Lindelof, o avanço da idade de Luisão e o passado recente de Jardel em relação às lesões.
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| André Moreira simboliza o desnorte |
Entendo que jogadores como Rúben
Dias, Kalaica, Chrien, João Carvalho, Diogo Gonçalves e Willock devem somar
minutos na equipa B. Caso não os tenham na equipa principal, claro. É
importante que apresentem mentalidade para o fazerem já que estão numa fase da
carreira em que precisam de jogar. O mesmo se aplica a um dos dois guarda-redes
mais jovens.
#naomefodas mode on
- Após as imagens equipado à Benfica no hospital da Luz, André Moreira estreou-se finalmente na verdadeira Luz, o Estádio. Ainda por cima o caramelo tira o golo da vitória a Jonas nos descontos.
- Quanto custava um central de topo? Quanto custará uma possível ausência da liga dos campeões (vade retro)? Fds, é fazer as contas, como dizia o outro.
- Toca lá a tratar bem do físico dos meninos, crl. Seja na preparação física, seja na recuperação. Já mete nojo aos cães tanta mrd de tanta lesão.
- E vós também, meus meninos. Há que fazer o chamado trabalho invisível, já cheira a esturro tanta fragilidade.
#naomefodas mode off
Abraço



"Outubro de 1991. Acontecia a "tempestade perfeita", uma combinação de fatores tão rara que acontece apenas uma vez por século. Com ondas do tamanho de prédios de dez andares e ventos a quase 200 km/h, poucas pessoas a viram e sobreviveram para contar história. Até que os tripulantes do Andrea Gail, um barco de pesca comercial, se viu bem no centro deste gigantesco inferno em alto-mar".
ResponderEliminarA sinopse é do filme "A tempestade perfeita" mas poderia facilmente ser aplicada ao início de época do Benfica.
Somos o Andrea Gail, porque houve um capitão do navio que, mesmo conhecedor da tempestade que se adivinhava, seguiu na sua direcção.
Não perdemos, "apenas", 4 titulares. A estas saídas - só por si relevantes - têm que se somar os elevados índices de "suspeição lesional" de outros 5 titulares: J César, Grimaldo, Jardel, Fedja e Salvio. A estes, têm que se somar ainda o elevado índice "etário" de outros dois titulares (Luisão e Jonas), bem como do semi-titular Eliseu.
Se o Almeidinhos se lesionar é azar do futebol. Se J César, Grimaldo, Jardel, Fedja e Salvio se lesionarem (e já todos se lesionaram)é azar de termos alguém que "confiou" que tal não pudesse suceder.
Convenhamos: vendeu-se metade da equipa titular e a outra metade está (quase) sempre lesionada. Ainda assim. o Andrea Gail não só se fez ao mar como se dirigiu para o meio de uma tempestade...
"Ah, e tal, mas sobreviveram à tempestade!" Pois, é o nosso grande desígnio esta época, não viver mas sobreviver.
Abraço
Excelente.
EliminarPor isso refiro que este ano o sucesso estará sempre dependente das lesões.
O Capitão também nunca escondeu que se fosse fácil não era para ele ;)
O Captain! My Captain!
ResponderEliminar"(...)
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen cold and dead. (...)"
Não é fácil ser-se Capitão, muito menos no nosso porta-aviões...
Abraço e continuação de bons "posts".
Fizeste-me recordar um dos filmes da minha vida e um actor ímpar que infelizmente partiu muito cedo.
EliminarSem dúvida que não é fácil. E muito lhe agradeço as duas últimas épocas em que levou o barco a bom porto nas condições de navegação mais difíceis de que me lembro. E tenho esperança que o faça novamente esta época.
A grande questão é que enquanto o Capitão do Andrea Gail teve que se meter no meio da tempestade porque tinha que pôr pão na mesa de muitas famílias, nós pelo que se pode ler, fazemo-lo por opção.
Responsabilidade do Capitão? Claro que não, mas se calhar podia ser um bocadinho mais impositivo na composição do plantel.
Quem é o Fedja?
ResponderEliminarÉ o "Liubomire" :-)
EliminarFejsa, of course, my bad!
BragattiSLB, há, pelo menos, outro gajo a ler o teu blog!
LOL!!!
EliminarOlha que não.
Sou só e o Anónimo.
Que se calhar também sou eu :)