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| Homenagem aos Campeões Europeus sub-17 |
Tal não invalida, bem pelo
contrário, que não devamos procurar analisar todas as opções tomadas e as suas
consequências no atingir do objetivo proposto. Por isso numa série de artigos
vou abordar um conjunto de áreas, tentando perceber as ideias por trás das
decisões tomadas e procurando encontrar novos caminhos e soluções:
A Formação
A história recente da formação do
Benfica está umbilicalmente ligada ao Caixa Futebol Campus no Seixal. Após um
período conturbado em que as equipas andavam com a casa às costas, o
aparecimento do CFC permitiu finalmente que se fizesse um trabalho com cabeça,
tronco e membros no que à formação diz respeito.
Inaugurado em 22 de setembro de
2006, o CFC faz esta semana onze anos. Uma década de existência já permite uma
avaliação do trabalho que ali tem sido efetuado, dos frutos que tem dado e das
oportunidades de melhoria que nunca se devem descurar num ciclo de qualidade.
Falamos do Seixal, mas a formação
do Benfica inicia-se nas instalações dos Pupilos do Exército onde desenvolvem a
sua atividade as equipas dos escalões de iniciação, que vão até aos Infantis.
Só a partir dos escalões de formação, que começam nos Iniciados, é que a
atividade passa para o CFC.
Os frutos
Ao fim de onze anos já saíram do
CFC várias gerações de atletas, sem grande destaque para as primeiras, embora
se encontrem na Liga NOS e em vários campeonatos secundários da Europa vários jogadores
saídos dessas gerações.
É nos últimos dois/três anos que começam a surgir
aqueles jogadores que têm praticamente toda a sua formação no Seixal, atletas
que rondam uma década de formação no Benfica. Os jogadores saídos nestes
últimos anos começam a povoar os grandes palcos europeus em clubes de primeira
linha.
Alguns destes jogadores contribuíram para o Tetracampeonato ao serviço
do Benfica, outros tantos infelizmente deram apenas retorno financeiro.
Lideranças
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| Nuno Gomes deixa o cargo de diretor geral |
O quadro de treinadores dos
escalões do Benfica apresenta uma estabilidade muito grande sendo raras as
alterações no comando técnico das equipas. Nas equipas que competem nos
campeonatos nacionais a última alteração já se deu em 2012/13 com João Tralhão
a assumir o comando técnico da equipa de Juniores.
Resultados desportivos
Não sendo a conquista de títulos
o mais importante, não deixa de ser uma questão de orgulho o enriquecer do
currículo do clube e das montras do Museu Cosme Damião com os campeonatos
conquistados.
Na vigência do CFC conquistaram-se
os seguintes campeonatos:
- Juniores A: 2012/13
- Juniores B: 2007/2008, 2010/11, 2012/13 e 2014/15
- Juniores C: 2008/09, 2009/10, 2011/12, 2013/14, 2015/16 e 2016/17
O número de títulos não se pode
considerar impressionante. Para esse facto muito contribui a opção do Benfica
de privilegiar o desenvolvimento do jogador proporcionando-lhe outros estímulos
ao jogar em escalões superiores, em detrimento da conquista de campeonatos. Esse
facto nota-se principalmente nos escalões mais velhos. Nos iniciados, onde por
norma não se aplica essa política, o Benfica já domina o panorama nacional.
As grandes promessas
São vários os jogadores a quem se
perspetiva um futuro risonho no mundo do futebol. Com a margem de erro
resultante da idade precoce dos atletas e de todas as variáveis com que são
confrontados ao longo do processo de formação, arriscaria os seguintes nomes
como hipóteses para um dia representarem a equipa principal:
Ferro, Florentino Luís, Gedson Fernandes, Guga, João Félix, João Filipe, Nuno Santos, José Gomes, Pedro
Álvaro, Tiago Dantas, Diogo Pinto, Úmaro Embaló, Kévin Csoboth, João Monteiro,
João Ferreira, Alexandre Penetra, Francisco Saldanha, Nuno Cunha, Ronaldo Camará,
Tiago Araújo , Tomás Tavares, Gonçalo Ramos e Jair Tavares.
Estes nomes representam as
equipas: B, juniores A e juniores B. Existe ainda uma boa dezena de nomes que
pode atingir também o patamar da equipa principal. Nos escalões de formação é
normal um jogador “explodir” de um ano para o outro. Temos o exemplo de Bernardo
Silva que apenas nos juniores se tornou titular absoluto. Nos escalões mais
baixos existe também muita matéria prima que pode ser trabalhada para atingir o
topo da pirâmide.
O que eu penso?
Penso claramente que a formação
do Benfica está entre as melhores a nível mundial. Sem dúvida que as condições
existentes no CFC permitem um trabalho de excelência a todos os atletas e aos profissionais
envolvidos no processo de formação. Sem conhecer em pormenor o projeto de
ampliação do centro de estágio, pelos números que são públicos talvez haja
algum exagero. Não podemos deixar de ter em conta os elevados custos de
manutenção deste tipo de infraestruturas. Será que está bem avaliada a relação
custo/benefício? Esperemos que sim.
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| Os primeiros tempos do Caixa Futebol Campus |
Renato Paiva tem dado
continuidade a esse trabalho de desenvolvimento. Parece-me, podendo estar a ser
injusto, que revela alguma dificuldade em controlar o estado de espírito do grupo
de trabalho nos momentos de decisão.
João Tralhão é aquele que terá mais
dificuldades em desenvolver um bom trabalho dada a instabilidade do grupo que
tem ao seu dispor. A alteração que a equipa sofre para os jogos da UEFA Youth
League torna muito complicada a gestão do grupo de trabalho.
O lema formar a ganhar deve ser
levado à letra. Se concordo com a subida de escalão de alguns atletas para lhes
dar outro tipo de estímulos, penso que nas fases finais, dentro do possível, os
melhores devem estar nos seus escalões. As fases finais já são muito
competitivas e é sempre um aliciante para um jogador estar a disputar um título
de campeão nacional.
Há duas ideias que gostava de ver
implementadas no Benfica:
- Um protocolo com um clube da
zona onde possa colocar as equipas B dos vários escalões. Dessa forma os atletas de
primeiro ano poderiam disputar o campeonato nacional. Nem que seja preciso
criar um clube apenas para esse efeito.
- Emprestar até janeiro os guarda-redes e
defesas mais promissores a clubes da zona com provas dadas na formação. Na primeira fase dos campeonatos estes atletas limitam-se a recolher passes
e circular a bola o que lhes limita a evolução. Assim regressariam em janeiro ao
Benfica já com outro andamento.
#naomefodas mode on
- Cuidado com os excessos expansionistas. De elefantes brancos está o mundo cheio.
- Não me digam que entre seis milhões não há um crl de um Benfiquista com competência para dirigir o CFC!
- Fds, eu quero ganhar e os putos também querem títulos. Não se esqueçam que são este tipo de vitórias que têm dado ânimo aos rivais em tempos de seca. É arrasar com eles nas fases finais.
- Se volta a sair outro craque do seixal sem jogar na equipa principal pego na caçadeira e vai tudo a eito.
- Canalhada, agora não me deixem ficar mal. Há que trabalhar como deve ser até chegar ao topo. Bora lá!
#naomefodas mode off
Abraço



O balanço é - mesmo com erros de gestão - claramente positivo.
ResponderEliminarO CFC custou 15 ME e representa um encargo anual de 5ME. Grosso modo, desde a sua criação até à presente data o CFC apresentou um custo de 70 milhões de euros.
Se considerarmos somente as vendas de Cavaleiro, Cancelo, Gomes, Bernardo Silva (%$&dasss...), Renato, Guedes e Hélder Costa temos aqui qualquer coisa como 140ME. Se acrescentares Lindelof, Oblak e Ederson são mais 70ME, isto é, temos um benefício de mais de 140ME, logo, um caso de sucesso...financeiro.
Desportivamente, há muito a melhorar! Não me vou, sequer, pronunciar quanto à (inacreditável)venda de Bernardo mas muitos destes jogadores pouco ou nada contribuíram para o sucesso desportivo da equipa.
Esta é a principal crítica a fazer.
Quanto aos novos valores emergentes, é preciso alertar que nem tudo o que reluz é ouro, pelo que eu reduziria muito a lista que apresentaste...
Seguro, todavia, é que há muito potencial em Gedson, Florentino, Félix e (concordo) em Penetra (este último, até pela altura, compararia antes a um Bartra).
Gedson, nesta altura, é mais jogador do que, por exemplo, Chrien...
Onde anda o Félix, está lesionado? Vejo-o como um 10, só espero que o estigma do "10" tal como sucedeu a Bernardo, não leve a que o vendam por alguns milhões ou o tentem adaptar a lateral esquerdo (tu sabes do que é que eu estou a falar :-)).
Abraço
Boas,
EliminarSubscrevo quase na íntegra. Não reduziria tanto a lista.
Impossível deixar de fora Úmaro Embaló, Ronaldo Camará ou até Francisco Saldanha, por exemplo. Embora ainda falte uns anitos e não seja seguro que não fujam antes de chegar ao topo.
Feliz a comparação com Bartra. Quase que me apetece alterar o post :)
Espero que não façam da altura um obstáculo intransponível.
O Félix tem estado lesionado. Se mantiver a progressão joga onde quiser. Se calhar até vai ser o fundador da posição 10 e meio.
Abraço
ps: se colocassem um nome isto tinha mais piada
Entre os milhões de benfiquistas, há um que tem competência, é sócio do Benfica há mais de 40 anos e já lá está. É o homem certo no lugar certo. Mil Homens!
ResponderEliminarAinda bem que assim é. Prefiro daqueles Benfiquistas incapazes de trabalhar em clubes rivais, mas isso sou eu. Que continue o bom trabalho.
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