domingo, 30 de julho de 2017


Benfica vs RB Leipzig - Bom prenúncio!

Começar mal para acabar bem?

Franco Cervi sempre em movimento
Menos de 24 horas após o jogo com o Arsenal para a Emirates Cup, o Benfica voltou a entrar em campo, desta vez para defrontar o vice-campeão alemão, o RB Leipzig. Como seria de esperar Rui Vitória apresentou um onze praticamente novo em relação ao jogo da véspera. Apenas Franco Cervi repetiu a titularidade, sendo algo incompreensível que tenha estado em campo até aos 75 minutos de jogo.
Os primeiros minutos até prometeram um bom jogo, com o Benfica a procurar assumir o jogo e o RBL a deixar jogar, pressionando apenas à entrada do seu meio campo. Foi sol de pouca dura, já que rapidamente se entrou no ritmo típico dos jogos onde apenas está em disputa o 3º e 4º lugares.
Até ao intervalo registo apenas para o golo do RBL. Um golo que voltou a demonstrar as dificuldades do Benfica para controlar as costas dos laterais, com o RBL a aproveitar bem o espaço entre central e lateral. Realce para a boa finalização do avançado do Leipzig.
A segunda parte foi mais do mesmo, um jogo quase sempre muito lento e desligado. Foi o RBL novamente a chegar ao golo em mais uma boa finalização que não deu qualquer hipótese a Bruno Varela.
Melhorou um pouco o Benfica com as substituições, tendo finalmente rematado com perigo à baliza aos oitenta minutos de jogo! Houve ainda tempo para uma cabeçada ao poste por parte de Lisandro López.
#naomefodas mode on
Realizamos o crl do último jogo da pré-época e ainda temos tanta fdp de indefinição!!!
Realizamos o crl do último jogo da pré-época e ainda não temos um fdp de um reforço de jeito!!!
Realizamos o crl do último jogo da pré-época e ainda não tivemos a mrd de um jogo com o onze base!!!
Fds, não temos direito a um crl de um jogo que nos encha a alma?
#naomefodas mode off
Terminam assim os jogos de pré-época com um sabor amargo na boca, o que tendo em conta os últimos anos não deixa de ser um bom prenúncio. Tenhamos fé irmãos.


Destaques do Baralho

REI: Eu – Aos 85 minutos de um jogo onde não tivemos uma oportunidade de golo, ainda acreditava que íamos ganhar 3-2. Doença.
ÁS: De Paus – Como diria o Cota do Bigode, pau no cu de quem nos faz sofrer desta maneira.
SENA: Estádio da Luz muito despido Só que não ;-)
DUQUE: Lisandro López –Apesar de gostar da postura dele dentro do grupo de trabalho, lá dentro não dá. E como o que interessa mais é lá dentro…


sábado, 29 de julho de 2017


Arsenal vs Benfica – Toca a investir

Desequilíbrios que se impõe retificar

Sálvio em acção no Benfica vs Arsenal
Sálvio em acção no Benfica vs Arsenal
A presença do Benfica na Emirates CUP começou com este jogo frente à equipa da casa. A particularidade de haver um jogo menos de 24 horas após este certamente que cria dificuldades ao treinador na gestão do duplo desafio, com a agravante de serem dois adversários de campeonatos onde os ritmos elevados são uma constante.

Parece-me que Rui Vitória apostou numa equipa que será a base do onze titular ao longo do campeonato, com excepção de Buta, Filipe Augusto e Eliseu. Ressalvando a questão dos avançados onde o equilíbrio é nota dominante. 

Hoje já deu para assistir a um jogo com um ritmo competitivo bastante interessante. Adiantou-se o Benfica com um golo fabricado pela dupla Pizzi e Jonas, bem concluído por Cervi. Respondeu o Arsenal num lance resultante de um erro de avaliação de Pizzi.

O Arsenal aproveitou bem uma falha de posicionamento de Buta para se adiantar no marcador. Ainda antes do intervalo o Benfica chegou ao empate na sequência de uma recuperação de bola em zona ofensiva fruto da boa pressão da dupla atacante cabendo a Sálvio a finalização.

Na segunda parte o Benfica sofreu para suster a qualidade atacante do Arsenal. Apesar do jogo ter sido algo repartido, com boas iniciativas de parte a parte, sempre que os jogadores do Arsenal entravam no último terço a qualidade dos seus jogadores fazia a diferença, tendo concretizado três golos e ficando próximo disso noutros tantos.

O Benfica apresentava naturais dificuldades sobre o seu lado direito, tendo Aurélio Buta, certo que com pouco auxílio do Sálvio, apresentado problemas de posicionamento que contribuíram para o avolumar do resultado.

No tempo que faltava jogar as equipas começaram já a pensar no jogo do dia seguinte deixando correr os minutos e efectuando as muitas substituições permitidas.

Apesar da derrota pesada, mais uma, fica a ideia do crescimento da equipa com a incorporação de mais elementos do grupo dos potenciais titulares. Para saltar para outro patamar parece-me inevitável o recurso ao mercado para compensar as saídas de Ederson, Nelson Semedo e Lindelof.

Destaques do Baralho
REI: Árbitro – Sou fá da arbitragem inglesa. Exceptuando um ou outro árbitro mais espalhafatoso, o respeito que impõe aos jogadores de forma natural e a forma como deixam o jogo correr sem interrupções, torna-o muito mais agradável de acompanhar.

ÁS: Adeptos – Faça chuva ou faça sol, lá estão eles sempre presentes.

SENA: Intervalo entre jogos – Difícil de gerir um intervalo entre jogos tão curto quando já só estamos a uma semana do primeiro jogo oficial e seria suposto fazer pelo menos um jogo com o chamado onze titular a jogar os 90 minutos.

DUQUE:
Falta de reforços – Júlio César nesta fase da carreira é "apenas" razoável, Aurélio Buta, Pedro Pereira e Rúben Dias, são jogadores para crescerem numa equipa da primeira liga e, na minha opinião, Lisandro López não chega para o Benfica. Há que investir.


sexta-feira, 28 de julho de 2017


Da "tweetoesfera" Gloriosa!!! - I

Hummm… Imbestigue-se  o que se passa pela Tweetoesfera Benfiquista. Crédito total aos gajos cheios de piada que chafurdam nesse vendaval de emoções. Cumps.

 


















Caso tenham algum "tweet" aqui publicado que pretendam que seja retirado da publicação, manifestem-o nos comentários.

Abraço Vermelho


terça-feira, 25 de julho de 2017


A prospecção internacional do Benfica

O que pode melhorar

Victor Lindelof
Victor Lindelof
O Benfica tem vindo a apostar em jovens promessas do futebol internacional, normalmente jogadores com potencial mas com valores de mercado muito diferenciados entre si.

A aposta consiste na valorização do futebolista retirando rendimento desportivo durante uma ou duas épocas, transferindo-o depois para os mercados mais endinheirados.

Pode-se dividir essas apostas em dois grupos: aqueles que implicam um investimento já substancial, em menor número; e outros onde o investimento é menor, estes já em grande quantidade.
No primeiro grupo encontramos jogadores como Di Maria, Gaitan ou Ramires; no segundo grupo temos os exemplos de Pawel Dawidowicz, Victor Lindelof ou John Murillo.

No segundo grupo o maior problema encontra-se na gestão da quantidade já que temos tido dezenas de jogadores cujo investimento ronda um/dois milhões de euros, totalizando uma quantia surpreendente quando se começa a fazer as contas de somar. Para contrabalançar, dessa quantidade surge um ou outro caso de qualidade que tem permitido "grandes negócios” para compensar os outros investimentos falhados.
Importa neste tipo de investimentos apertar cada vez mais a malha, na escolha dos jogadores.

Nico Gaitan
Nico Gaitan
No caso dos jogadores que envolvem um investimento mais avultado os riscos são outros e relacionam-se quase sempre com a capacidade de adaptação do atleta. Normalmente são jogadores vindos do mercado sul-americano, aos quais se têm juntado ultimamente atletas oriundos dos Balcãs.
Com estes jogadores importa muito o trabalho da estrutura na sua adaptação. É importante dar tempo ao tempo para que o atleta se integre e “trabalhar” os adeptos para que sejam pacientes de forma a não colocarem pressão extra em cima do jogador.

Por fim refiro-me a um outro tipo de aposta que tem sido feita nos últimos anos: jogadores muito jovens que implicam um investimento já considerável mas não apresentam ainda capacidades para fazer parte das opções regulares do treinador. Refiro-me a jogadores como Bryan Cristante, Luka Jovic  ou Chris Willock.
Bryan Cristante
Bryan Cristante
Neste caso o maior problema tem sido a gestão das expectativas do jogador. Normalmente de onde vêm são “os maiores da rua deles” e acham que vão chegar a um país pequeno onde vão continuar a ser os maiores. Tal não se coaduna com a realidade já que hoje em dia para fazer parte do núcleo duro do plantel do Benfica, é necessária muita qualidade.
Colocar estes jogadores a jogar com “motivação” na equipa B, até que se abra a porta da equipa A, é o grande objectivo a atingir. É preciso trabalhar muito a mentalidade destes jogadores para que se “sujeitem” a jogar em estádios muito mauzinhos, com meia dúzia de espectadores, fazendo-lhes ver que só assim chegarão ao topo.


Em jeito de conclusão; um critério mais apertado na selecção, um trabalho de integração e adaptação cada vez mais meticuloso e paciente, e uma gestão das expectativas do jogador clara e realista, parece-me ser a fórmula de sucesso.
Se nas duas primeiras penso que o Benfica se encontra os tais dez anos à frente da concorrência, já quanto à gestão das expectativas parece-me que há ainda espaço para melhorar.


sábado, 22 de julho de 2017


Benfica vs Hull City - Morno

Em ritmo de férias algarvias

Benfica defronta Hull City em jogo morno
Benfica defronta Hull City em jogo morno
Continua a pré-temporada do Benfica. Desta vez o adversário foi o Hull City, equipa do segundo escalão do futebol inglês.

O Benfica apresentou um onze onde pontificavam alguns jovens da formação conjugados com o regresso de alguns consagrados que regressaram mais tarde aos trabalhos. Entre a pouca disponibilidade física destes últimos e a situação indefinida dos primeiros, que os inibe um pouco, acabando por privilegiar a segurança em detrimento do risco, a primeira parte foi muito morna. Registo apenas para alguns remates de fora da área.

A segunda parte trouxe um Benfica mais afoito, com maior velocidade da bola e dos jogadores. Jogou-se mais no último terço ofensivo do Benfica mas as oportunidades de golo não apareciam como esperado.

Foi um pouco contra a corrente do jogo que o Hull City se adiantou no marcador, fruto de um lance em que a defesa facilitou no alívio da bola, tendo o jogador do Hull feito um golo de belo efeito.

Reagiu o Benfica pressionando mais alto e criando dificuldades na saída de bola do Hull. Rui Vitória fez entrar os jogadores que se têm apresentado com mais ritmo de jogo e capacidade de concretização, Jonas e Seferovic e o domínio acentuou-se.

Até ao final assistiu-se a várias tentativas para chegar ao golo, com lances por ambos os flancos, muitos cruzamentos para a área e alguns remates de fora da área mas o golo não apareceu. Destaque para o remate de Seferovic ao poste que poderia ter dado a justa igualdade.


Destaques do Baralho

REI: Aurélio Buta – Surpreendeu pela forma desinibida como se apresentou em campo. Não deu para avaliar em termos defensivos porque não foi muito posto à prova. Mostrou qualidade em termos ofensivos tendo-se integrado com critério em vários momentos do jogo. Tal não admira tendo em vista a sua posição de origem.

ÁS: Willock e Zivkovic – Os dois alas, a jogarem com o chamado “pé trocado”, acrescentaram criatividade e acutilância ao jogo do Benfica. Dos seus pés saíram vários cruzamentos teleguiados que mereciam outra sequência por parte dos jogadores de área.

SENA: Eusébio Cup – Esta data poderia ter sido aproveitada para a realização da Eusébio Cup no estádio da Luz. Mereciam-no os sócios e adeptos e merecia-o o próprio Eusébio.

DUQUE:
Lisandro López – Tivesse saído um minuto mais cedo, quando o Jardel se encontrava já junto ao quarto árbitro e não teria ficado umbilicalmente ligado à derrota. Tal não significaria uma boa exibição, já que foi autor de várias outras precipitações. Apresenta sempre pouca tranquilidade para a maturidade que já devia apresentar.


sexta-feira, 21 de julho de 2017


Formação @Benfica: João Félix

Tudo para dar certo

João Félix, jovem promessa do Benfica
João Félix, jovem promessa do Benfica
Tinha um amigo doente pelo Porto que tinha uma paixão avassaladora pelo João Vieira Pinto, dizia ele que o João Pinto “até a andar tinha classe”. Esta frase assenta que nem uma luva em João Félix, aquele que para mim é a maior promessa/certeza da nossa formação.
Começará a época na equipa B mas desconfio que a terminará no plantel principal. Ainda com idade de júnior tem já um razoável número de jogos na equipa B ao longo da última época. Tornou-se inclusive o jogador mais jovem a marcar pela equipa B, então com 16 anos.
Jogador elegante, criativo, possuidor de uma técnica assinalável e uma excelente leitura de jogo, inteligência na procura dos melhores terrenos a pisar, quer na desmarcação, quer na libertação de espaço para que outro colega o ocupe.
Possui uma visão periférica que lhe permite antecipar a decisão e tomar quase sempre a melhor opção, facto que associado à sua elevada capacidade de execução lhe permite brilhar perante jogadores mais maduros e possantes.
Por fim realço aquilo que do meu ponto de vista o tornará top mundial, a frieza no momento da finalização. Um jogador com as suas capacidades técnicas aliadas ao facto de “ter golo” é um diamante já muito perto do ponto de lapidação exigível para o futebol de alto nível.
Cumprir a primeira metade da época na equipa B, uma divisão muito física, dar-lhe-á o arcaboiço para poder ser aposta na equipa A na segunda metade da época. Dependerá da sua evolução mas também do que entretanto se for passando com a equipa A.
Não defendo com este texto a sua integração na equipa A, defendo que tudo tem o seu tempo. Este texto é mais um prognóstico do que um desejo.
Foi um crime não lhe terem dado a oportunidade de brilhar no Europeu sub-19 mas essas situações também o devem ajudar a “crescer”.
Cabecinha puto. E boa sorte.
Abraço


Benfica vs Bétis - Bons Sinais

No bom caminho

Seferovic, reforço do novo Benfica
Seferovic, reforço do novo Benfica
Mais um jogo de pré-temporada, mais uma oportunidade para os jogadores ganharem minutos nas pernas e carregarem os pulmões.

Desta feita houve maior foco na estabilidade e em dar mais minutos aqueles que se afiguram como prováveis titulares, deixando as alterações em massa para a parte final do desafio. Fruto dessa estabilidade a equipa apresentou um futebol mais consistente e equilibrado, ainda que sem grande brilho.

Alguns problemas na saída de bola pelo corredor central, fruto da falta de rotinas entre os jogadores utilizados. Bons momentos de pressão alta, embora por vezes feita de forma algo descoordenada, natural para esta fase da época.

A forma como o triângulo Júlio César, Luisão, Jardel, jogadores que precisam de tempo para “arrancar”, se comportar ao longo da época será determinante para o sucesso da mesma. Pelo menos tendo em conta a composição actual do plantel.

Dois bons golos acabaram por dar a vitória necessária para estabilizar os humores e vencer mais uma taça para o Museu Cosme Damião.
Venha o próximo.


Destaques do Baralho

REI: Seferovic – Sempre disponível para jogar entre linhas e proporcionar apoios centrais aos seus colegas. Boa ajuda no processo defensivo. Excelente entrosamento para tão pouco tempo de trabalho. Dois bons golos para começar a desmistificar a tese da ineficácia na qual os antis tanto apostam.

ÁS: Filipe Augusto – Muita entrega ao jogo, dinâmica e algum voluntarismo exagerado que por vezes o levam por becos sem saída. Assim que conquistar o seu espaço, sem ter que sentir que está a lutar por ele em cada lance, saltará para outro patamar. Se não atingir a titularidade, acredito que será um sexto jogador à moda do basquete, importantíssimo para o desenrolar da época.

SENA: General Nhaga – A bola do Seferovic ao poste, que entra, e a bola do Bétis ao poste, que não entra, são fortes indícios que houve email para a Guiné.

DUQUE:
Pedro Pereira – Mais do que pelo jogador em si, pelo facto de o fazerem regressar dispendiosamente, após ter voltado as costas ao Glorioso. É que nem sequer está lá a qualidade exigível (retirado de uma crónica anterior).



sábado, 15 de julho de 2017


Benfica vs Young Boys - Descalabro

Os emigrantes não mereciam

Adeptos do Benfica sempre presentes na Suíça
Adeptos do Benfica sempre presentes
Jogo típico de pré-temporada que reafirma a necessidade urgente de cortar onde se tem que cortar e começar a trabalhar com aqueles que serão a base do plantel.

Resta o consolo de saber que estes começos têm tido correspondência no festejo de títulos no fim da época.

REI: Emigrantes – Aqueles que são estrangeiros em simultâneo no seu país de nascimento e no país onde vive, têm no Benfica a sua pátria. Não mereciam.





Destaques do Baralho


ÁS: Cumps – Huuummmm.

REI: Cumps - Huuummmm.

SENA: Ala esquerda do YBB – Dois ex-jogadores do Benfica a completar o lado esquerdo de uma equipa Suíça, representa bem a aposta na quantidade como forma de encontrar qualidade que o clube tem adoptado nos últimos anos.

DUQUE: Comentários – Com todo o respeito pelo passado Glorioso do Zé Luís, Não me obriguem a ver o jogo sem som na BTV, com se de uma qualquer sporttv se trate.


Abraço Vermelho


Espreite também...

A reflexão que se impõe – A Santa Aliança